
Battlefield 2142
Em "Battlefield 2142", novamente o pano de fundo é um conflito fictício, agora no futuro, como o próprio título do jogo sugere. O enredo, se é que se pode chamar assim, conta a história de um planeta Terra forçado a encarar a realidade do aquecimento global, que deu início a uma nova Era Glacial. Na desesperada e frenética batalha pela sobrevivência, as nações uniram-se, formando duas superpotências militares: a European Union, liderada pelas nações européias, e a Pan Asian Coalition, composta por russos e asiáticos.
O principal fruto tecnológico destas alianças foram os Titans, naves de batalha gigantescas que, na verdade, funcionam como uma espécie de base e os Battlewalkers, os famosos "mechs", que dão outro tom aos confrontos entre a infantaria. Contudo, a atmosfera, como um todo, não é tão futurista quanto se poderia imaginar, pois não há tanto exageros nos devaneios: basicamente, a batalha continua sendo decidida na base da bala mesmo, sem muitos lasers ou coisas do gênero.
Guerra da persistência
Em muitos aspectos, "Battlefield 2142" não difere muito de seu antecessor, "Battlefield 2". O número de classes diminuiu de sete para quatro - assalto, suporte, médico e engenheiro - mas, agora, as características persistentes e as opções de personalização estão muito mais abrangentes e importantes. Todas as suas conquistas são registradas no perfil e transformadas em pontos de carreira, empregados para promover seu soldado e destravar novos conteúdos.
Toda e qualquer ação rende pontos de experiência, desde eliminar o inimigo até capturar postos de controle. Tarefas específicas, de acordo com a classe, também são importantes: se você é um médico, quanto mais curas fizer, melhor caso esteja na função de comandante, decisões inteligentes também garantem mais pontos. Em uma jogada inteligente da Electronic Arts, outra parcela dos pontos está reservada ao multiplayer online, nos servidores oficiais.
Em suma, foi-se o tempo em que "Battlefield" era conhecido pelo "estilo instantâneo", que em segundos colocava o jogador no campo de batalha, repleto de veículos e alternativas bélicas. Agora, os recursos vão sendo destravados aos poucos, em uma fórmula estimulante que faz de "Battlefield 2142" um game a longo prazo, que exige dedicação e algum tempo de jogatina até que se torne realmente estimulante.
A quantidade de itens para destravar é simplesmente cinco vezes maior que a de "Battlefield 2" e, como não poderia deixar de ser, é preciso "camelar" muito para chegar até os mais interessantes, como dispositivos de camuflagem, por exemplo - isso sem mencionar as armas e granadas mais avançadas.
Por essa razão, o começo do jogo é um pouco frustrante, por ser necessário enfrentar inimigos mais bem preparados que você. Ao menos, as opções de evolução são bem atraentes: cada soldado pode seguir dois caminhos diferentes, o que significa que você pode ser um médico, mas investir no poder de fogo, deixando-o mais preparado para ajudar a si próprio, e não somente os outros.
Aliás, o número de facções - são apenas duas - também diminuiu em relação ao antecessor. Ao menos uma a mais não faria mal nenhum ao game. O pior de tudo é que a European Union e a Pan Asian Coalition são bastante semelhantes entre si, inclusive visualmente, aspecto que poderia ser reconsiderado, pois um pouco de variação não faz mal a ninguém.













